sábado, 30 de julho de 2011

O de todas minhas manhãs...

SALMO 5

 1 Dá ouvidos às minhas palavras, ó Senhor; atende aos meus gemidos.

2 Atende à voz do meu clamor, Rei meu e Deus meu, pois é a ti que
oro.

3 Pela manhã ouves a minha voz, ó Senhor; pela manhã te apresento
a minha oração, e vigio.

4 Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniqüidade, nem
contigo habitará o mal.

5 Os arrogantes não subsistirão diante dos teus olhos; detestas a
todos os que praticam a maldade.

6 Destróis aqueles que proferem a mentira; ao sanguinário e ao
fraudulento o Senhor abomina.

7 Mas eu, pela grandeza da tua benignidade, entrarei em tua casa;
e em teu temor me inclinarei para o teu santo templo.

8 Guia-me, Senhor, na tua justiça, por causa dos meus inimigos;
aplana diante de mim o teu caminho.

9 Porque não há fidelidade na boca deles; as suas entranhas são
verdadeiras maldades, a sua garganta é um sepulcro aberto;
lisonjeiam com a sua língua.

10 Declara-os culpados, ó Deus; que caiam por seus próprios
conselhos; lança-os fora por causa da multidão de suas
transgressões, pois se revoltaram contra ti.

11 Mas alegrem-se todos os que confiam em ti; exultem eternamente,
porquanto tu os defendes; sim, gloriem-se em ti os que amam o
teu nome.

12 Pois tu, Senhor, abençoas o justo; tu o circundas do teu favor
como de um escudo.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Mudança

A vontade de mudar o mundo se defronta todos os dias com a vontade de mudarmos nós mesmos.
Como sermos mais tolerantes para aceitar a diferença dos outros? Não é isso que julgamos nas outras pessoas?
Ah sim... O parametro que os outros usam são diferentes, são mais, como posso dizer, fanaticos? Mais intolerantes? Mais segregadores?
Acho que não. Existe diferença em pequena mentira e grande mentira?
E quando se mente pouco, podemos exigir total verdade?
Então por qual motivo, quando segregamos e somos intolerantes com "pequenas coisas" exigimos, dos outros, que não façam o mesmo?

Tudo muito complexo, ainda não tenho uma resposta pronta para dar.
Apenas reflito e acredito que antes de tudo devemos tentar mudar a nós mesmos. Mudar o que enxergamos nos outros e não concordamos mas que existe dentro de nós.
Claro, somos seres humanos e mediante à isso não conseguiremos 100% aplicar essa regra. Mas se nos impormos isso como filosofia de vida conseguiremos mudar muitas coisas no mundo, inclusive nós mesmos.

terça-feira, 19 de julho de 2011

A flor e a náusea

Para aqueles que nunca leram a oportunidade de conhecer, para aqueles que já leram e gostaram a oportunidade de se deliciar novamente e para aqueles que leram e não gostaram a incrivel possibilidade de rever seus conceitos.

Poema escrito por Drummond durante a segunda guerra mundial, que por acaso do destino, ou não, se reflete e impera nos dias de hoje. Um dos meus favoritos.


A flor e a náusea


Preso à minha classe e a algumas roupas,

Vou de branco pela rua cinzenta.

Melancolias, mercadorias espreitam-me.

Devo seguir até o enjôo?

Posso, sem armas, revoltar-me''?


Olhos sujos no relógio da torre:

Não, o tempo não chegou de completa justiça.

O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.

O tempo pobre, o poeta pobre fundem-se no mesmo impasse.


Em vão me tento explicar, os muros são surdos.

Sob a pele das palavras há cifras e códigos.

O sol consola os doentes e não os renova.

As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.


Vomitar esse tédio sobre a cidade.

Quarenta anos e nenhum problema resolvido, sequer colocado.

Nenhuma carta escrita nem recebida.

Todos os homens voltam para casa.

Estão menos livres mas levam jornais e soletram o mundo, sabendo que o perdem.


Crimes da terra, como perdoá-los?

Tomei parte em muitos, outros escondi.

Alguns achei belos, foram publicados.

Crimes suaves, que ajudam a viver.

Ração diária de erro, distribuída em casa.


Os ferozes padeiros do mal.

Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.

Ao menino de 1918 chamavam anarquista.

Porém meu ódio é o melhor de mim.

Com ele me salvo e dou a poucos uma esperança mínima.


Uma flor nasceu na rua!

Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.

Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto.

Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garanto que uma flor nasceu.


Sua cor não se percebe.

Suas pétalas não se abrem.

Seu nome não está nos livros.

É feia.

Mas é realmente uma flor.


Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma insegura.

Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se. Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.

É feia. Mas é uma flor.

Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Reflexão e ação.

A reflexão é minha melhor amiga.
Não importa em qual momento da vida eu esteja ela não me abandona e tenta me impedir de fazer qualquer coisa que possa me causar dano.
Ela não se cala por ela, é forçada a se calar por acharmos seus comentários desnecessários, aí metemos os pés pelas mãos e pensamos "deveria ter refletido sobre isso".
Confesso que às vezes ela me confunde, me diz que sim e que não ao mesmo tempo. Me faz balancear razão vs desejo vs emoção vcs importância vs um infinito mais de coisas...
O ruim é quando essas tais coisas se atritam e você precisa de uma ação imediata, não pode refletir.
Então aparece mais dois amigos que tentam me acompanhar, mas nem sempre conseguem, o medo e a insegurança de ter feito a escolha errada.
Sempre que nos colocamos a posto de obter uma vida nova, com novas perspectivas e horizontes, nos deparamos com os três amigos juntos, porem dependerá de nós, de uma postura firme, de escolher, se manter e não murmurar, para que se alcance o sucesso e desmonte a muralha.
Acreditar em si mesmo, ter pé no chão, observar as possibilidades e aí sim levantar voo.