A sala cheia, o silêncio eminente, a única coisa que se escuta é a respiração e o barulho do grafite riscando o papel e tornando mera folha em vida e arte.
Todos tensos, cara fechada, apreensivos, menos eu. O doce barulho do grafite salva minha alma de todo esse estado de tensão, liberando adrenalina no papel e afastando toda forma de ânsia.
Rápido, rápido, risca, risca, escreve que a qualquer momento alguém entra chamando seu nome e te afasta do doce louvor que é o grafite cantando em sintonia com sua alma no timbre do papel.
Espera um momento, estão todos te olhando, pensam: "o que faz essa doente menina, que não para de escrever no papel?". Desinformados , olham com especulações e curiosidade, não sabem que não é apenas escrever no papel, é extravassar, é compor, é ser e estar...
Porque quando me torno texto, sou perfeita, sou poesia, sou eu... E nada mais prazeroso que ser e estar comigo, nada mais prazeroso que escrever.
Um barulho surge na porta, ergue a cabeça, é seu nome que chamam. Quarde o grafite, se afaste do papel e agora não mais com as mãos, mas com os labios, rompe o silêncio sordido da sala de entrevista e sorri, e transborda para o mundo a alma-texto, narrada e não escrita, vivendo intensamente o que logo se tornará poesia e canção.
e ai? como esta a minha poetiza?
ResponderExcluirsaudades minha princesa!!!!!!
doe tempos de tribal. lembras?
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