domingo, 3 de abril de 2011

Depois...

Deito em minha cama fofa e macia depois de um longo dia. Era tudo que eu queria se já não conhecesse o calor do seu corpo.
Tento me ajeitar da melhor forma, procuro seu ombro para poder beija-lo e recostar minha cabeça em seu peito, entrelaçando as pernas e aquecendo minha alma... Mas não te encontro, não te sinto.
Me sufoco em lembranças de gosto, cheiro, calor, carinho, amor.
O medo é a certeza de que essas sensações viverão encruadas em mim sem se repetir.
Me mergulho em incertezas. Por um momento penso que era melhor não ter conhecido esse mundo de sentimentos e sensações para depois se esvaziarem e voarem com o vento, mas algo em mim grita e resplandece ao lembrar, foram os melhores dias. Talvez não por serem os mais calmos e contentes, mas por serem os mais completos e isso sempre irá morar em mim.
Cada calafrio e respiração incontrolavelmente viverá e espalhará aquela sensação de corpo quente e alma nova.
Quando se mergulha em um olhar, conhece o amor puro, alem das aparências e gostos, nunca mais se enxerga o mundo da mesma forma.

Um comentário:

  1. Depois do outono, tempo da colheita dos frutos,
    Temos o inverno!
    O frio e o escuro nos assustam!
    O vento é gélido e cortante!
    A angustia paira em nosso peito e a incerteza consome com a alma como uma chama que esta prestes a se apagar...
    Tudo parece um sonho, e que a qualquer momento vamos despertar, respirar fundo e dizer:
    Ufa, foi apenas um sonho...
    Não isso é a vida... isto é o ensejo daqueles que detêm o dever de transcrever os versos...
    Se o poeta nasce, ele vive... mas não em função do amor e sim do sofrer...
    O amor nos faz viver, nos faz brilhar, iluminar aquém chegar...
    O poeta, este viaja!!! Viaja de mundo em mundo...
    Sofrendo, sofrendo e sonhando...
    Sonhando em um dia acordar e dizer:
    Ufa foi apenas um sonho...

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