sábado, 5 de maio de 2012

Máscara da dor, com um sorriso cintilante

Ensandecido, gritando e sangrando se encontra agora.
Pelo desejo inerente de te ter ao lado
E a certeza avassaladora de que isso não é mais possível.


Sabendo que gritar não adianta nada.
Ecoa na solidão versos malditos,
que prometem seu esquecimento e meu alento.


Sem mais coragem de lutar ou cara pra seguir,
Em um estupido sonho, num desejo vivido como se fosse realidade,
Como se um dia fosse verdade.


Em dias felizes lutei contra correntezas, crenças e mim mesma.
Por um amor que via puro e mais forte que o infinito
Acreditei que seria o amor do mais bonito
Aquele de novela e cinema, onde o happy end entra em cena.


Quantos versos por ele já não fiz?
Quantos sorrisos sinceros vieram a eclodir?
Vivo de um passado incrédulo, distante e finito
Fingindo não me importar, como a grande e forte garota de sempre


É difícil de acreditar que tudo morreu,
De aceitar que aquele sonho não aconteceu.
Gritos de dor em silêncio ecoam agora
Ainda tenho que disfarçar a minha gloria.


Mostrar à todos como sou feliz,
Como superei já que meus gritos eu sufoquei.
Tenho que colocar minha máscara da dor,
com um sorriso cintilante.

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